Por Dorotéo Fagundes de Abreu

 

Pelo mundo a fora esse dia é comemorado em 14 fevereiro, rendendo homenagem a São Valentim, que contrariou o imperador romano Cláudio II, celebrando casamentos de militares em tempo de guerras. O Imperador   acreditava que soldado solteiro era mais apto para peleias, proibindo o matrimônio e ao descobrir as práticas do Bispo, condenando-o a morte.

 Preso o Bispo Valentim, recebia flores e bilhetes de jovens enamorados que acreditavam no amor, e acabou apaixonando-se pela filha cega de um carcereiro, que por sua fé, milagrosamente curou a moça. No dia de sua execução o condenado escreveu uma carta de despedida, tratando-a como sua namorada. Quando o conceito de romantismo chegou na EUROPA, depois da idade média, o dia da morte do mártir católico, 14 de fevereiro, passou ser considerado o Dia dos Namorados.

 Todavia essa data tem uma coincidência na Roma antiga, com a LUPERCAIS, festividade anual em honra a deusa Juno e ao deus Pan, quando um de seus rituais era a passeata dos sacerdotes batendo com tiras de couro de cabra, nas mulheres, garantindo-lhes fertilidade.

 Na Idade Média, tinha-se ainda que esse dia 14 de fevereiro, era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros, por isso nessa época, os enamorados usavam a data para deixar na soleira das portas, bilhetes de amor. Essa tradição chegou na América do Norte em 1840, substituindo os bilhetes por envios de cartões alusivos pelo dia dos namorados, espalhando-se  mundialmente a prática, no século XX.

 Com isso, aqui no Brasil o publicitário João Doria, para aumentar a venda de sua clientela, apresentou uma campanha que tinha o slogan: “NÃO É SÓ COM BEIJO QUE SE PROVA O AMOR”. Então em 1949, propositadamente na véspera do dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, foi criado o Dia dos Namorados, sugerindo mais que um cartãozinho, um belo presente. Dessa forma o dia 12 de junho pegou tanto, que até hoje todos casais se trocam  presentes e o comércio também agradece.

 O regionalismo gaúcho, está cheio de obras poéticas e musicais românticas de poetas e compositores apaixonados, muito utilizadas nas serenatas de dia dos namorados no interior do estado, serenatas feitas agora virtualmente, de vários formatos!      

     Para pensar: Para casar é preciso namorar e para ser feliz casado, também!