Por Dorotéo Fagundes

Quem se criou em casa com pátio e que não teve suas galinhas para o alimento de cada dia? Uma minoria, pois a maioria das famílias, tanto na capital quanto no interior, residentes em casas com quintal, experimentaram essa riqueza de carne e ovo, que nutriu e ainda nutre gerações, pela famosa galinha caipira, que aqui no Rio Grande do Sul são chamadas de galinha crioula, criadas soltas no pátio comendo pasto e minhoca, suplementada por milho quebrado, que dão um ovo de gema amarela, da cor do sol poente e uma carne firme, gostosa.

Os galináceos datam de mais de 66 milhões de anos, acreditem ou não, são primas dos dinossauros e sobreviventes do impacto do asteroide causador do evento Extinção Global, que matou os dinossauros, junto a todos seres com mais de meio metro.

As aves modernas são originárias de um único grupo chamado de Neornithes, que surgiu no fim do período Cretáceo, há 135 milhões de anos e apesar de tanto tempo na terra, vivendo no litoral do que hoje é a EUROPA, as galinhas só foram domesticadas em nossa era na Ásia, usadas como ornamentação e para divertimento nas brigas de galos, passando a ser fonte proteica regular do ser humano, a partir do século dezenove.

No Brasil elas foram introduzidas, pelos portugueses, no início do século vinte, porém foi o engenheiro agrônomo francês, Charles Toulin o pioneiro no criatório de manejo industrial, iniciado em 1930 no município de Itaquaquecetuba, alto Tietê, região metropolitana de São Paulo. Contam que o francês Charles, para incentivar o criatório, doava aos interessados as famosas quinas, um conjunto de quatro galinhas e um galo, multiplicando rapidamente a produção estadual.

Atualmente o Rio Grande do Sul, é o terceiro maior produtor e exportador de galinhas do país, e em 28 de agosto de 2018, justamente no Dia da Avicultura, festejou em grande estilo no Palácio Piratini, meio século de atividades avícolas de grande escala aqui no pago, tendo as regiões da Serra e Vale do Taquari, a liderança estadual na produção de ovos e carne.

Fica então o nosso reconhecimento a esse setor de alta importância para mesa e à economia gaúcha, parabenizando nossos avicultores pelos 52 anos de luta gloriosa, sugerindo aos que podem, manter nos seus quintais a galinha crioula, valorizando a gastronomia campeira, do tempo dos nosso avós.     

Para pensar: Antes de pôr o homem na terra, DEUS providenciou de todos os recurso a nossa sobrevivência saudável, basta que nos apliquemos!