Por Dorotéo Fagundes

Se foi o agosto do cachorro louco e chegou o setembro das flores, que vai se abrindo como o fole de uma gaita que toca hinos em louvor a Deus e a Pátria, cultuando o amor ao próximo e as datas históricas da nossa formação social e política, bem lembrada pelos sensatos e esquecidas dos que vivem só para explorar o semelhante e a Nação.

Ainda bem que temos almas que se salvam, por exemplo, como a de um Eusébio de Queiróz, que foi deputado provincial e geral, Ministro da Justiça, senador e juiz, que em 4 de setembro de1850, foi autor e promulgador da lei que proibiu o tráfico de escravos para o Brasil, foi o ministro referenciário do Código Comercial que vigorou até 2002, promulgador da Lei de Terras, que extinguiu as doações de sesmarias e aquisições por estrangeiros; homem que foi nomeado por Dom Pedro II ao Supremo Tribunal de Justiça e preferiu aposentar-se, por ser Conselheiro de Estado, cargo incompatível ao do supremo, um exemplo de patriota que deveria ser seguido pelos demais magistrados e ministros de agora.

Estamos no setembro que em 1808 no dia 10, teve publicado e distribuído o Imprensa Régia – primeiro jornal brasileiro; mês cívico que em 1822 no dia 7  ouviu o brado do Ipiranga, que fez raiar a liberdade no horizonte do Brasil; que 100 anos depois no dia 6, oficializou seu Hino Nacional - letra de Joaquim Osório Duque Estrada e música de Francisco Manoel da Silva, justamente com a primeira transmissão de rádio no país; que em 1961 no dia 9, aplaudiu a posse do segundo presidente brasileiro gaúcho e de São Borja, João Belchior Marques Goulart.

Até seu fim, setembro nos trará várias efemérides decisivas à nós gaúchos e brasileiros, que no seu decorrer vamos lhes contar com o aroma da primavera que vem chegando de mansinho, da estação que põe fim ao inverno oficialmente no dia 21, um dia depois de cultuarmos o Dia do Gaúcho, que nos inspira o civismo, definido como: “Praticas assumidas dos deveres fundamentais para a vida coletiva, visando preservar a sua harmonia e melhorar o bem-estar de todos, com fidelidade ao que nos representam os símbolos nacional”.

Por isso batizamos esse o mês do civismo, que em nunca devemos perder para não perdermos nossa alma, (verde, amarela, com uma tarja vermelha ao meio), que plasmou a bandeira farroupilha republicana, nos exigindo trancarmos o garrão com ordem e progresso ou morrer pelo Brasil, em defesa da democracia, na manutenção dos três poderes, no mesmo nível de força, independentes e autônomos, cada qual em sua função, formados por gente devota a honra e não ao dinheiro, a serviço da res pública e não se servindo dela.


Para pensar: A vida em sociedade só é possível quando impera o respeito aos indivíduos e pela Pátria!