O Departamento de Ensino da Brigada Militar (BM) está realizando o Curso Básico de Formação Policial Militar, qualificação que habilitará cerca de 860 novos policiais militares ao exercício das funções de polícia ostensiva e preservação da ordem pública.

Iniciado em maio, o curso prevê mais de 1,6 mil horas-aula de diferentes disciplinas, entre elas o estágio operacional supervisionado, momento em que se inicia o emprego dos novos policiais na atividade de policiamento ostensivo.

Os alunos das Escolas de Formação de Montenegro e de Santa Maria e os dos Polos de Ensino de Santa Rosa, Rio Pardo e Passo Fundo já foram empregados nas ruas. Além de trabalharem nas cidades onde se realiza o curso, os PMs realizam o policiamento em municípios próximos, como em Três de Maio, onde houve distribuição dos alunos do curso de Santa Rosa.

Na atividade operacional, os alunos vinculados à escola de Montenegro foram empregados em ação coordenada com o Comando Regional de Polícia Ostensiva do Vale do Caí, nas áreas do 5º e 27º Batalhões de Polícia Militar nas cidades de Triunfo, Salvador do Sul, São Sebastião do Caí, Feliz e Bom Princípio. Os PMs em formação são sempre acompanhados por policiais militares veteranos, que compartilham com os recrutas suas vivências e experiências.

De acordo com o aluno-soldado Michael dos Santos Tomazzini, que teve sua primeira experiência de ser brigadiano trabalhando nas ruas de São Sebastião do Caí e Montenegro, um aspecto interessante é o reconhecimento da sociedade. Ele pôde atuar em ocorrências como a condução de um autor de violência doméstica (Lei Maria da Penha) e também já verificou que a BM atua tanto preventiva como repressivamente.

O diretor de Ensino da Brigada Militar, tenente-coronel Marcus Vinicius Gonçalves Oliveira, destaca a importância do estágio como inserção na função de polícia e o despertar do sentimento de pertencimento à instituição.

“Esse é o momento em que o policial em formação colocará em prática tudo aquilo que aprendeu na sala de aula, desde a questão da interação e a integração com o cidadão, o desenvolvimento de ações balizadas pela legislação que ampara a atividade policial e, em alguns casos, no cumprimento incondicional do compromisso de colocar em risco sua vida pela sociedade”, frisou o diretor.