Permitam-me afirmar que o grande lance da Revolução Farroupilha foi o seu início, porque para quem é Gaúcho de fato não terminou! Enteso que com a República Rio-grandense o Brasil ganhou um modelo político experimentado de setembro de 1836 a março 1845, que foi implantado nacionalmente 44 anos depois da Paz Honrosa de Poncho Verde, com a Proclamação da República brasileira em 15 de novembro de1889, que pôs fim a monarquia, regime que cumpriu o seu papel no mundo, até os novos pensadores revolucionarem pelo republicanismo democrático, autônomo e independente dos três poderes, executivo, legislativo e judiciário do nosso tempo, que infelizmente vai capengando, dado ao grande problema de qualquer sistema, o homem. Este precisa evoluir, espiritualmente, moralmente, diminuindo urgentemente sua ganancia, por isso um ser ganancioso jamais poderia ser eleito a coisa alguma, pois eles não respeitam a natureza das coisas, muito menos o significado de República, (a Res Pública, a coisa pública, o interesse de todos), desse regime político nascido na antiga Roma, no século VI antes de Cristo.  Me impressiona como um bom costume demora para sucumbir um mau costume, depois de enraízar pra matar, é muito pior que fungo na unha.

Quando enfatizo que a Revolução Farroupilha não terminou, não significa que esteja agora pregando o separatismo que aconteceu em 35 por justas razões, (pena natural arrogância dos Impérios e de quem comanda ditatorialmente), o Império do Brasil precisava de um basta e ordem no período regencial, e acabou levando pelas paletas a arma social do povo, a rebelião. E não fora só a revolta da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul que aconteceu, meses antes eclodiram a Cabanagem da Província do Grão-Pará e a Revolta dos Malês na Bahia em janeiro de 1835 até 1840, depois ainda teve a Sabinada na Província da Bahia em 1837 e a Balaiada na Província do Maranhão em 1838.

Isso comprova que havia forte insatisfação regionalizada com o momento político à época, que atualmente pela arrogância dos poderes legislativo e judiciário, apoiados pelo quarto poder da mídia, (que juntos formam um verdadeiro “podrer”), vivemos um estado de espírito semelhante ao de 35, só que em nível nacional e sinto que essa gente do “podrer” está pedindo uma garoa com vento. Vejo que se isso acontecer, será um Deus nos acuda, porque não serão alguns Estados animados à pelear como em 1835, agora e com a meta de centrar os descentrados constitucionais, uma Nação inteira se articulará. Basta alguém de sentimento nativista, destemido, com tutano no esqueleto se levantar chamando pra cancha os parelheiros, que: o Baile dos Cabeludos, o Baile do Chico Torto do Gildo de Freitas, o Bochincho de Jayme Caetano Braum, o pisar no pala do Gaúcho de Passo Fundo do Teixeirinha, serão fichinha perto do reboliço que se formará na Pátria Amada Brasil, que verá em carne, sangue e osso, que um filho seu não foge à luta.

Do ideal sonhado dos farroupilhas, (uma nação federalizada com repúblicas independentes), não acontecerá, como infelizmente não aconteceu os Estados Unidos do Brasil, que as elites tomaram de assalto em nome da República Federativa do Brasil, feita de fachada, que os farroupilhas do presente deveriam restaurar, pois o que temos é um poder centralizado, torpe, maneado numa legislação mal intencionada, cheia de corredores onde transita a depravação, antipatriótica, patrocinada por ministros da Suprema Corte e pelos feudos partidários, que apresentam a sociedade, candidatos alinhados ao continuísmo imoral, culpando depois o povo por não saber votar, quando em verdade esse não escolhe ninguém, quem escolhe candidatos são os partidos, o povo apenas os elege, crendo que o candidato escolhido pelo partido é boa gente ou sendo comprado.  

Em última análise, alguém devia publicar, quanto custou o período imperial português e brasileiro, que durou 386 anos, versus os 131 anos de república vigente, aposto que os imperiais roubaram muito menos, o que não significa pedir a volta da monarquia, mas mudar esse panorama é o capítulo que devemos escrever, pela nossa revolução que ainda não chegou ao fim!  

Para pensar: Em toda regra tem exceção e infelizmente na política brasileira, o bem é a exceção!