Pandemônio ambiental

Nosso (des)CASO antigo com a biodiversidade

A lama seca, o fogo cessa, esquecemos depressa

A dita cuja sociedade, em estado de emergência

estado de inconsciência, estado de cumplicidade.

Fogo, fumaça, escuridão

O inferno é aqui, meu irmão

O discurso é barato, a promessa é rasa

O preço do arroz, o custo da omissão

Recursos naturais, recursos desviados

Não há lava jato que dê conta do recado

É pouco pecador, pra tanto pecado

O inferno é aqui, meu irmão

A ganância que mata lentamente, o passado tão presente

O estado de normalidade é de agressividade

É pouca justiça, pra muita impunidade

Há muita mentira e pouca verdade

A luta coletiva é a disputa pela razão

O inferno é aqui, meu irmão.

Ser vivo, ser humano, ser natural

Nosso ser, nosso parecer, nossa opinião

Meio torta, meio conveniente, meio ambiente

Nunca é acidente, é sempre crime ambiental

Corrupção, poluição, alienação

O inferno é aqui, meu irmão.

Flora, fauna, patrimônio cultural

Cultura faminta, nua, na rua

Esquerda, direita, centrão

Ameaça, trapaça, desgraça

Nossas maiores riquezas, virando fumaça

O inferno é aqui, meu irmão

Pantanal destruído, povo sem instrução

Essa conta é nossa, pacato cidadão

Desequilíbrio ambiental, mental, social

Não VALEmos nada, nem um tostão

É pouco respeito pra tanta religião

O inferno é aqui, o inferno é aqui, caros irmãos!