Aproveitando que o penúltimo dia deste mês, sábado 30 de janeiro é também o Dia da Saudade, resolvemos dissertar sobre esse estado de espírito tão significante, que os poetas e letristas regionalistas ou não, utilizam tanto em suas obras e que gera algumas controvérsia pelo seu significado, pois ela é diferente de solidão, lembrança, memória, ausência, melancolia e tristeza, e aparece tão somente na língua portuguesa, porque não existe tradução dessa expressão noutro idioma, logo é exclusivamente nossa.

Toda via, antes de matar essa questão, temos que primeiro especular a origem da palavra saudade, que alguns estudiosos defendem vir do árabe, de saudah; outros que é do latim, vindo de sólitas, solitate que significa isolamento, solidão; Os árabes usam o termo as-saudá, para definir uma doença no fígado, porque saudá significa pra eles sangue pisado, o que traz tristeza e melancolia ao paciente. Do português e do galego, soidade, que era solidão, com o tempo alterou-se para saudade ou seja a ausência de algo de afeto, como por exemplo, quando viajamos em determinado momento sentimos saudade de casa ou de alguém. E justamente fora no tempo dos descobrimentos marítimos portugueses, que a expressão saudade, como a conhecemos se popularizou.        

Logo a simbologia da palavra saudade, representa um conjunto de sentimentos causado pela distância, pela ausência, pela solidão, pela lembrança, como estado de espírito de um ser, no momento que os substantivos citados não o representam, mas os instigam no sentimento de saudade.

Particularmente entendo que a saudade é uma coisa boa, pela simples razão de que ninguém sente saudade de algo ruim, e sim daquele lugar bonito que estivemos, daquela pessoa que gostamos, daquela comida da vó, daquela reunião da confraria e assim por diante, daí temos vontade de matar a saudade que nos invade o peito, a alma, como tantos escreveram, musicaram, musicam e musicarão de novos poemas.

Eu mesmo certa feita, fiz uma música para a letra de Nico Fagundes, intitulada Parceira Saudade, que em seus versos expressa: A SAUDADE É MINHA AMIGA, SÓ ME FERE QUANDO QUER, ME MALTRATA E ME CASTIGA, PORQUE NO FUNDO É MULHER. MAS NÃO QUERO NA VERDADE QUE ELA ME DEIXE MEU BEM, SAUDADE DE TER SAUDADE, ISSO É SAUDADE TAMBÉM!

 Para pensar: Que saudade estamos dos tempos sem pandemia!