Buenas amigos e como está no Livro Agenda Gaúcha 2021, (edição que traz a história das aves no folclore do Rio Grande do Sul), na página 10 marca que: o dia 10 é da Engenharia; dia 12 da Intendência do Exército Brasileiro e do Obstetra; dia 13 do Hino Nacional, do Beijo, do Office-Boy e dos Jovens; dia 14 do Pan-americano; dia15 da Conservação do Solo, do Desarmamento Infantil e do Desenhista; assim agradecendo a Deus o privilégio de escrever, informando e de ser lido, o invoco à dizer sobre o PAN AMERICANO.

Muitos como eu, já devem ter se perguntado: Afinal o que significa e o que tenho a ver com o tal Dia Pan-americano? Considerando que a palavra PAN é de origem grega, que significa todo, assim quando nos referimos a um evento pan-americano, está se dizendo que é um evento para todos americanos ou seja, se anunciarmos o 1º Festival Pan-americano de Poesias Regionalistas, estou me direcionando a todos os poetas que são da ou vivem nas Américas, logo essa data homenageia todos os viventes das três Américas, do Sul, Central e do Norte.

A história das américas ou do Novo Mundo, (como primeiramente as terras daqui foram apelidadas na Europa), é muito rica e fora habitada  muito antes  que os europeus, (recentes estudos arqueológicos revelaram sítios com mais de 40 mil anos, antes de Cristo), quando asiáticos teriam migrados para cá, no meio da última era glacial, iniciada a 112 mil anos e terminada a 12 mil anos, era em que a ciência chama também de glaciação antropológica, porque os mares quando congelados recuam e se criam estradas naturais ligando os continentes, permitindo que homens e animais migrem concomitantemente de um lado para outro do planeta.

Quando Cristóvão Colombo ancorou nas Antilhas em 1492, (terras essas que mais tarde Américo Vespúcio decifra por continente), no século X os viquingues já haviam pisado na atual América do Norte, sendo atribuída a descoberta a Bjarni Herjolfsson e ou ao líder Viking Leif Erikson, em dois livros publicados 200 anos depois do acontecimento, e Cristóvão o nosso descobridor, morreu achando que tinha chegado nas Índias, por isso a confusão com Américo, pois esse cartógrafo, descreveu em latim o lugar nas suas cartas como Amererici Terras Vel, o mesmo que Terras de Américo, que seu colega germânico Martin Waldsenmuller, estudando as cartas em 1507, passou a designar em seus mapas o Novo Mundo como AMÉRICA, em homenagem a Vespúcio, criando o impasse, por isso muitos o confundiram como o descobridor Pan-americano, quando em verdade fora Cristóvão Colombo, mesmo que ignorando tratar-se  de um continente.

Que bom que o tempo é um santo remédio que não falha, desvenda os equívocos, e podemos agora saudar os navegadores, cultuando o inconsciente descobridor e o consciente definidor de continente, que levou seu nome, ficando de lambuja a marca do real descobridor em dois pedaços pan-americanos, a Colômbia na América do Sul e Columbia na do Norte.                   

Para pensar: O que seria da história e dos heróis, sem os que as escrevessem, seguiriam ignoradas e nós ignorantes!