REGIONALISMO por Dorotéo Fagundes


 Buenas amigos e como publicado no Livro Agenda Gaúcha 2021, (edição que traz a história das aves no folclore do RGS, que trará na edição 2022 a História do Gado Vacum no mundo, do por que consumimos carne e sobre as raças criadas no Brasil), obra que tu podes pedir personalizada por telefone (51) 98165.2649, está na página das datas profissionais e sociais que saudamos, o Dia 11  da Marinha, do Escoteiro do Mar e do Educador Sanitário; Dia 12 dos Namorados e do Correio Aéreo Nacional; Dia 13 do Turista e de Santo Antônio; Dia 14 do Solista; Dia 15 do Paleontólogo;  Dia 16  da Unidade Nacional; Dia 17 do Funcionário Público Aposentado e Mundial da Luta Contra a Desertificação. Assim, agradecendo à Deus o privilégio de escrever e de ser lido, o invoco a dizer sobre O DIA DOS NAMORADOS!

É fantástico o fenômeno das relações humanas e ninguém sabe o porquê enamora-se dele, dela e vice versa, e não daquele, daquela?  Quem não se lembra da primeira vez que se enamorou, do exato momento em que sentiu aquela atração inexplicável por alguém, que juramos ter encontrado a pessoa da nossa vida, e que em muitos casos era mesmo! Todos concordarão que a primeira paixão é algo maravilhoso, uma experiência notável e mais incrível é que a segunda, a terceira, a quarta paixão, continuam também sendo maravilhosas como foi a primeira.

Isso começa sempre no colégio, lá no primário quando escolhemos o nosso primeiro romance e ela ou ele nem imagina que é namorada, namorado de alguém, e Deus nos livre de contar, é algo secreto, de onde vem a expressão cambicho (namoro velado), quase sempre unilateralmente, é   coisa mais linda e triste estar namorando sem o outro saber. Digo isso no meu tempo na década de 60, agora não sei, mas imagino de como andam as coisas, pela escancarada erotização humana da mídia sem pudor na tv, é melhor nem pensar. Porém muitos poetas escreveram sobre essa condição, mas desconheço quem tenha a explicado, decifrando o mistério dessa sensação.

Porém o Dia dos Namorados na EUROPA e nos EUA é 14 de fevereiro, aqui no Brasil é dia 12 de junho, e foi uma data criada em 1949 pela Associação Comercial paulista, para animar o comércio e se nacionalizou, focado em Santo Antônio, o santo casamenteiro que aniversaria em 13 de junho, daí que surgiu o dia brasileiro dos Namorados, um costume de culto que é muito antigo, vem desde Roma, onde o Bispo Valentin, contra a ordem do Imperador Cláudio II, que queria os jovens solteiros em seu exército, (porque achava que os casados lutavam menos), daí o Bispo casava secretamente os namorados que lhe procuravam, contrariando assim a ordem imperial, descoberto, acabou sendo preso e condenado a morte.  

Interessante é que o Bispo preso, recebia muitas flores e bilhetes dos jovens enamorados, dizendo que acreditavam no amor, e amigo que ficou da filha do carcereiro, acabou enamorando-se da moça que era cega e milagrosamente fora curada por ele, que no dia da sua execução, em 14 de fevereiro de 269, escreveu um bilhete de despedia para sua amada assinando como: de seu namorado Valentim. Vindo daí a tradição dos bilhetes, dos cartões e mais tarde, dos presentes pelo dia dos namorados, na data do martírio do Bispo. Pela força popular do costume romano e o milagre da cura da moça cega, em 496 o então Papa Gelásio, declarou Valentin - Santo e o dia da sua morte, como o Dia dos Namorados em culto ao amor.    

A ciência do folclore relata que na Idade Média, o 14 de fevereiro era dado como o primeiro dia de acasalamentos dos pássaros e por isso, nesse dia os enamorados já deixavam bilhetes de amor nas soleiras das portas. Toda via no século XVII, na Inglaterra e na França, passaram também a celebrar o dia da decapitação de São Valentim, como o da união e dos namorados, sendo essa data também adotado no século XVIII nos Estados Unidos como Valentine’s Day.  

Para pensar: Relembro o verso do Nico Fagundes que escreveu: Ser namorado é sentir e ver o que ninguém vê, e se isso define o namorado, então sou namorado de você!