por Dorotéo Fagundes

 Buenas pessoal, vamos homenagear as datas comemorativas e sociais expressas no Livro Agenda Gaúcha 2021, (lembrando que a edição 2022 foi lançada na EXPOINTER e já está nas livrarias contando a história da carne bovina no mundo, pelas 12 raças pioneiras do BR e do por que comemos carne), peça já a sua ou personalizada da instituição, tipo inovador catálogo/brinde, que ficará o ano todo na mão do teu público alvo, peça pelo e-mail gerencia@tarca.com.br. ou whats (51) 995.656.556. Agora saudando os Dias: 04 do Escoteiro do Brasil e do Inventor; 05 Nacional da Cultura; 08 Mundial do Urbanismo; 09 Nacional do Hoteleiro; 10 do Trigo e 11 do Diretor de Escola. Por tanto, agradecendo à Deus o privilégio de escrever e de ser lido, o invoco para dizer da GRALHA AZUL!

 Com temos divulgado aqui, todos anos lançamos o LIVRO AGENDA GAÚCHA com um tema cultural específico e na edição 2021, tratamos da importância das aves no folclore do Rio Grande do Sul, inspirados e para homenagear o grande cientista da ornitologia, Roberto Gonçalves de Oliveira, que inclusive foi quem plantou as palmeiras reais que tem no meio urbano de Porto Alegre, como por exemplo no centro histórico na frente da prefeitura.

 E foram dos estudos deste nobre gaúcho de Uruguaiana que aprendi tudo que sei sobre as aves do pago, suas características, folclore, mitos e lendas, que me animaram publicar na abertura de cada mês do nosso Livro Agenda 2021, as informações de doze aves a começar pelo Quero-quero e no mês de novembro, caiu a GRALHA AZUL, maravilhoso pássaro que sabemos o seguinte: Nome científico Cyanocorax caerules, do Grego – korax igual a corvo e kuanos, azul, que se alimenta de frutos diversos principalmente do pinhão, que não tem dimorfismo sexual e procria de outubro a março, que tem por hábito estocar comida enterrando sementes, são inteligentes e gregárias.

 Do folclore, mitos e lendas, a Gralha Azul é tida como a dispersora do pinheiro brasileiro, nativo do Paraná, cientificamente conhecido como araucária angustifólia e foi ela que ensinou o homem a plantar pinhão, sendo uma ave sagrada, (quando lhe é apontada uma arma o tiro não sai). Conta a lenda que uma espécie de Gralha toda preta, dormia num galho mais alto de um pinheiro e foi despertada pelo tremor de um machado. Assustada voou às nuvens pra não assistir a devastação de seu habitat. Lá descansando numa nuvem azul escura escutou uma voz, dando lhe uma missão de plantar pinheirais na terra, quando alguns anjos chegaram e lhe ensinaram a técnica desse plantio, e como num pace de mágica suas penas ficaram azul turquesa, se mantendo o preto na cabeça e o bico corvídeo. Assim nasceu a Gralha Azul que voltou pra terra e cumpriu na risca a ordem de Deus, por isso tornando-se uma ave sagrada. Tanto que se algum caçador ousar apontar-lhe qualquer artefato, a munição irá explodir na cara do desnaturado.

 Na corrente artística do regionalismo, Elton Saldanha escreveu e musicou, “Naquele mato onde cantam as gralhas / São notas musicais dos pinheirais / Que a Gralha canta e semeia no rincão ...”, comprovando o folclore dessa linda ave.       

    Para pensar: Todos seres  tem uma função aqui na terra, já sabemos a da Gralha, e tu já sabe qual é a sua missão?