por Dorotéo Fagundes

 Buenas pessoal, vamos homenagear as datas comemorativas e sociais expressas no Livro Agenda Gaúcha 2021, (lembrando que a edição 2022 foi lançada na EXPOINTER e já está nas livrarias mais linda do que laranja de amostra, contando a história da carne bovina no mundo, pelas 12 raças pioneiras do BR), peça já a sua ou personalizada da instituição, tipo inovador catálogo/brinde, que ficará o ano todo na mão do teu público alvo, peça pelo e-mail gerencia@tarca.com.br. ou whats (51) 995.656.556. Agora saudamos os Dias: 12 do Supermercado; 14 Nacional da Alfabetização; 15 do Esporte Amador; 16 Internacional da Tolerância e 17 Internacional do Estudante. Por tanto, agradecendo à Deus o privilégio de escrever e de ser lido, o invoco para dizer da ROTA DE TURISMO HISTÓRICO ANITA GARIBALDI!

 Essa brava mulher que com apenas 18 anos bateu asas e voou ao lado do homem que escolheu para seu marido, revelou-se e morreu aos 28 anos em 04/08/1849 como heroína de dois mundos, passou pelas mais severas situações sem nunca ter se queixado, pelo amor a Garibaldi, num tempo em que o luxo era ter um “bom cavalo, arreios bons, pilchas simples bem cuidadas e uma estampa de monarca, mesmo tendo quase nada”, bem como está na música Pássaro Perdido, de Gilberto Carvalho e Marco Aurélio Vasconcellos.

 Assim viveu essa mulher guerreira, intensamente por amor, por querer, por ser alma grandiosa, libertária, por acreditar em si, no seu companheiro e no mundo, por ter vislumbrado que liberdade não se compra e nem se vende, se conquista.

 Sua década de vida casada com Garibaldi, representaram 100 anos em um sentimento quântico de amor que revolucionou o novo e o velho mundo, aqui no pago ambos fizeram pátria desbravando querências, da República Rio-grandense a Catarinense, do Brasil ao Uruguai, depois na Itália. Talvez nesse período de 10 anos, só tiveram um ano de paz, sem guerras, iniciado justamente quando em 1841 receberam no Acampamento Farroupilha de São Gabriel, das mãos de Bento Gonçalves e Domingos José de Almeida, o documento para recolutarem e levarem pra onde quisessem, 900 cabeças de gado bovino, como indenização dos serviços prestados a causa farrapa.

 E isso foi consumado, quando de pronto passaram por 20 dias campereando na Estância Curral de Pedras, hoje de Rosário do Sul, juntando a tropa que lhes fez tropeiros, nos 650 quilômetros do trajeto até Montevidéu, aonde viveram por 4 anos, lutando em defesa da banda oriental, até embarcarem para Europa e seguirem peleando pela unificação da Itália.

 Por isso os Cavaleiros Farroupilhas do presente, honrosamente no dia 29 de outubro acaparam na Estância Curral de Pedras e partiram no dia 30 rumo à Montevidéu, no rastro do casal Garibaldi, que por eles criaram essa rota de turismo histórico em três etapas, a primeira já realizada até Santana do Livramento, concluída no pé da estátua do imortal gaúcho Paixão Cortes, que de lá assim que as autoridades das duas bandas quiserem e apoiarem, se cumprirão a segunda e a terceira etapas, filmando o documentário Anita 200 Anos, que começou bem, apesar do isolamento oficial por falta de recursos públicos, que só aparecem as coisas sem fundamento, oxalá desta feita não seja assim.  

 Pela estrada real, de Rosário a Livramento, 8 pontos estão marcados dessa rota, logo será a vez dos campos uruguaios rememorarem a saga tropeira de Giuseppe e Anita, que por seus ideais não teve começo, nem fim. 

 Para pensar: Os farroupilhas do presente, decerto foram os do passado vivendo o que sonharam, de liberdade, igualdade e humanidade! 

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