por Dorotéo Fagundes

 

Buenas pessoal, vamos homenagear as datas comemorativas e sociais publicadas no Livro Agenda Gaúcha 2021, (lembrando que a edição 2022, lançada na EXPOINTER, já está nas melhores livrarias, num estouro de tropa, contando a história da carne bovina no mundo, pelas 12 raças pioneiras do BR), peça já a sua ou personalizada da instituição, (que ficará como catálogo/brinde o ano todo na mão do teu público alvo), pelo e-mail gerencia@tarca.com.br. ou whats (51) 995.565.556. Agora saudamos os Dias: 19 da Bandeira; 20 do Biomédico; 21 Nacional da Homeopatia; 22 do Músico e da Música e 25 Internacional dos Doadores de Sangue. Por tanto, agradecendo à Deus o privilégio de escrever e de ser lido, o invoco para dizer da MULHER RURAL!

 Uma pesquisa oficial do governo gaúcho, foi lançada no dia 12 deste mês, revelando aspectos importantes do perfil sócio econômico feminino campeiro, que vale apena conferir e tirar conclusões, pois das 89.250 mulheres rurais, 41.153 foram e seguirão as demais sendo ouvidas, por 500 extensionistas de 462 municípios rio-grandenses, coordenadas de janeiro a outubro de 2021, por Clarice Bock da EMATER, que por meio do levantamento nesse estudo, buscaram conhecer o envolvimento das mulheres na rotina rural em geral, (da estância a agricultura familiar), seu nível da participação nas decisões, além de analisar os aspectos sociais e grau de instrução.

 Em 2019 o Rio Grande do Sul registrou menos de 5% de sua população vivendo direto no campo, (que é diferente do que trabalhar no campo), desse contingente campesino aproximado a meio milhão de pessoas, 71% são homens e 29% mulheres, com idade média na faixa de 64 anos, sendo etnicamente 87% brancos. Da escolaridade os documentos mostram que as mulheres mais velhas, acima dos 75 anos tem menor instrução formal que as mais jovens, mas que 90% atingiram o ensino fundamental. Com relação a renda per capita, a maioria das mulheres campeiras, apresentam melhor renda do que a maioria das mulheres urbanas, porque há menor concentração de pessoas em família com renda maior a 5 salários mínimos. Da saúde (mental e física) afirmam elas terem muito boa saúde e a grande maioria, diz não apresentar depressão, bem como não sofrerem violência doméstica verbal e atenção, nenhuma registrou terem tido agressão física e apenas 6,7% disseram sentirem-se deprimidas em parte do dia.      

 Com isso dá pra salientar que, a sociedade campeira segue sendo mais saudável que a da cidade, que a mulher rural é mais equilibrada emocionalmente, bem como financeiramente que a urbana, mesmo sendo menos instruída, me intui que é mais sábia, justificando o que em 1986 compomos musicalmente na letra MULHER RURAL de José Atanásio Borges Pinto, que profeticamente segue atualizada dizendo: “Mal desponta a aurora clareando os campos; Por esses exílios de confins e fundos; Lá se encontram elas desde que amanhece; Abrindo as janelas dos seus próprios mundos; Junto a seus maridos repartindo anseios; Preparando vergas pra semear a vida; Vão parindo filhos e plantando sonhos; E gastando os dias nessa dura lida; Consumindo os anos calejando as ânsias; Percebendo o tempo que jamais recua; Elas vão sonhando terras prometidas; E um ranchito lindo sob a luz da lua; MUITAS VEZES ELAS DEIXAM ESSE SONHOS; PARA ENCHER AS VILAS DE DESILUSÃO; E PARIR DE NOVO NOVOS RETIRANTES; E PERDER AS FILHAS E VIVER EM VÃO!”

 Para pensar: Não foi por velho e sim por sábio que Leon Tolstói, (escritor mundialmente renomado do século dezenove), morreu aos 82 anos fugindo da cidade, indo para o campo!

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