por Dorotéo Fagundes

 Buenas gente amiga, reverenciado nas páginas das datas comemorativas profissionais e sociais no Livro Agenda Gaúcha, lembramos que nos dias 15 é da Conservação do Solo; 16 Nacional do Leonismo; 18 de Monteiro Lobato e Nacional do Livro Infantil; 19 do Exército Brasileiro e Nacional do Índio; 20 do Diplomata; do Policial Civil e Militar.  Assim agradecendo à Deus o privilégio de escrever e de ser lido, o invoco para dizer sobre A PRIMEIRA RAÇA BOVINA CHEGADA AO BRASIL!

De nome indígena guarani Karaku, o Caracu foi batizado como a primeira raça crioula brasileira, do gado vindo de Portugal, originário de antigas raças do gado autóctones Alentejano, Minhoto ou Galega, de troncos dos bos tauros ibérico e aquitanicus, vinda do Egito, (provavelmente trazidas pelos mouros para a Península Ibérica), de uma linhagem bovina de 6 mil anos, e foi a de guampa fina e longa que veio dar os constados no Brasil colonial em 1534, desembarcada em São Vicente.

Esse gado chegado aqui, foi a mando da Dona Ana Pimentel, esposa de Marins Afonso de Souza, que tinha fundado a Capitania de São Vicente, e em 1533 andava a serviço de Dom João III nas índias e sua mulher, ficara em Lisboa como procuradora do Brasil, de certo com essa missão que pelo jeito foi cumprida a risca. A segunda leva vinda da mesma fonte, foi desembarcada na Bahia em 1541, mesclando-se com a primeira, adaptou-se ao nosso clima e campos, tornando-se raça crioula brasileira de tripla função, carne, leite e tração.

Assim nosso gado crioulo, teve alguns exemplares levados para Assuncion, sendo cruzado por lá com gado peruano, dando origem ao rebanho crioulo sul-americano das colônias espanholas, que mais tarde em 1634, acabou sendo introduzido aqui pelos jesuítas, gerando o segundo rebanho crioulo do Brasil o gado Franqueiro, que originou as vacarias sul-brasileira.

Toda via o Caracu, que reinou nos campos brasileiros até 1900, ganhando registro genealógico apenas em 1916, pela Associação Brasileira dos Criadores de Caracu, fundada em São Paulo, capital, presidida pelo Cel. Francisco Correa, que teve sua sede mudada para Curitiba em 1980 e logo para Palmas no Paraná em 1983, aonde funciona plenamente sob a presidência do Sr. Renato Francisco Visconti Filho, com 100 criadores, donos de um rebanho a campo que somam 10 mil cabeças.     

Para pensar: Se não tivesse na pampa cavalo e gado, nós seriamos qualquer coisa menos gaúchos! 

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