por Dorotéo Fagundes

 

Buenas gente amiga, reverenciado nas páginas das datas comemorativas profissionais e sociais no Livro Agenda Gaúcha, lembramos que nos dias: 06 é do Cartógrafo; 07 do Oftalmologista; 08 das Mães e dos Profissionais de Marketing; 10 da Cavalaria Brasileira; 11 das Comunicações Sociais; 12 do Enfermeiro e do Eng. Militar. Assim agradecendo à Deus o privilégio de escrever e de ser lido, o invoco para dizer sobre A CAVALARIA BRASILEIRA!

 Bem como diz a Canção da Cavalaria, “ARMA LIGEIRA QUE TRANSPÕE OS MONTES...”, estilo de atacar que no lombo do cavalo o homem não tem limites, “TU ÉS NA GUERRA NOSSA ESTRELA GUIA”, o cavalo acompanha e protege seu companheiro desrespeitando o perigo, na missão de “reconhecer, cobrir, retardar, envolver e perseguir” consolidando-se como a arma da decisão nas peleias, no passado sob o lombo do cavalo e no presente, sob as rodas dos blindados, essa arma guarda o mesmo espirito de luta em abrir caminhos além horizontes.

 A origem da cavalaria brasileira vem do Regimento dos Dragões Auxiliares, que se revelaram na expulsão dos holandeses em Pernambuco no século XVII, que tinham invadido o Brasil com 7 mil homens decididos implantar uma Colônia Holandesa. Eis aí a gênese do exército brasileiro formado de portugueses, luso-brasileiros, brasileiros, africanos e índios, que em 1648 liquidaram com a pretensão holandesa, resultando no nascimento da identidade nacional, pelo conceito de Pátria, na união das etnias como patriotas, projetando o futuro cidadão brasileiro até nossos dias.

 Daí grandes guerreiros a cavalo foram feitos no Brasil, estabelecendo um exército que nunca saiu derrotado do campo de batalha, que de presente divino, no dia 10 de maio de 1808, na Vila de Nossa Senhora da Conceição do Arroio, da então Capitania de São Pedro do  Rio Grande do Sul – no atual município de Tramandaí, foi parido num humilde rancho, aquele que se transformou naturalmente, patrono da cavalaria brasileira, Marquês do Erval – Marechal Manuel Luis Osório.

 Sua legenda está de norte a sul, de leste a oeste, em todas os estados do Brasil, em nomes de rua, avenida, cidade, praça, escola, regimento, loja maçônica, carro de combate e monumentos, que não poderia ser diferente, para homenagear alguém que dos 15 anos em 1824 a 1876, esteve com a espada pronta na defesa do Império e assim fora, nas guerras da Cisplatina, Farroupilha, do Prata e do Paraguai.

 Osório era filho de uma ninhada de 14 irmãos, do casal - Manuel Luis da Silva Borges e Ana Joaquina Luísa Osório, e contraiu matrimônio com Francisca Fagundes, com quem teve quatro filhos, Fernando, Adolfo, Manuela e Francisco Osório, vivendo entre a guerra e a família, até que no dia 4 de outubro de 1879 no Rio de Janeiro, pulou a cerca da vida, para cavalgar na estância grande do céu.   

 Por tudo isso, com máxima justiça, o dia do nascimento desse intrépido gaúcho, brasileiro, militar e político, o 10 de maio, passou ser o Dia da Cavalaria Brasileira, que teve a honra de Osório, O Legendário.

 Para pensar: Quem defende um ideal, sem perder a dignidade, pode ser chamado de Osório!