por Dorotéo Fagundes

 

Buenas meu pago, como reverenciado nas páginas das datas comemorativas profissionais e sociais no Livro Agenda Gaúcha, lembramos que nos dias: 25 do Imigrante; 26 Contra o uso e tráfico de drogas; 27 do Artista Lírico; 28. da Renovação Espiritual; 29. de São Pedro; 30. do Caminhoneiro e do Fiscal Federal Agropecuário. Assim agradecendo à Deus o privilégio de escrever e de ser lido, o invoco pela força que vem do interior, para dizer sobre O TAURA NICO FAGUNDES!

Do regionalismo gaúcho, a palavra Taura define alguém valoroso, forte, destemido, guapo, arrojado e sem dúvidas alguma, esses adjetivos se enquadram na personalidade de Antônio Augusto da Silva Fagundes, que em sua vida terrena foi até o dia 24 de junho de 2015.

Como ele gostava de se definir, o filho da Mocita e do Euclides, iniciou a vida como carroceiro, vendedor de laranjas e de versos na Estação do Alegrete, concomitantemente foi escoteiro e chefe da tropa, com isso podemos tirar a tempera dessa alma nobre nascida no Inhanduí, na cozinha da estância dos avós João Batista Fagundes e Cecília Silveira Fagundes, em 04 de novembro de 1934, lugar aonde eu estive neste ano, para conhecer a Estância Inhanduí e visitar, o cemitério de campanha que guarda os restos mortais dos meus bisavós e de outros parentes do clã Fagundes.

Nico, depois de ter amansado as letras no Colégio e a língua na Igreja Metodista e na Rádio Alegretense, de ter sido foca e colunista do jornal da cidade, com idade de vestibulando, juntou sua mala de garupa e pegou o trem para a Capital, a fim de ser advogado, e foi muito mais  do que isso. Na chegada como autodidata, foi professor de inglês do Colégio Militar de Porto Alegre, formou-se em Folclore, Sociologia e Antropologia. Até 1990 advogou em Vara de Família, tendo ainda sido funcionário público estadual concursado, do BADESUL, da Assembleia Legislativa, da Secretaria da Cultura, sendo diretor e presidente do extinto - Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore.

Mas no meio dessa polvadeira, foi o mais jovem Patrão do 35CTG, onde imprimiu incansável trabalho de estruturação tradicionalista, que até seu último suspiro promoveu como professor, poeta, escritor, jornalista, radialista, cineasta e apresentador de televisão, quando justamente no Dia de São João, Deus lhe chamou, para relembras os Anjos, de como na terra folcloricamente se desenvolvem as festas juninas, que ele tanto propagou e decerto com Glaucus, Lessa e Paixão, agora promovem lá no Céu.  

Para pensar: O Folclore é a ciência que estuda os fatos materiais e espirituais de um povo, e Nico Fagundes é legenda da matéria que mais amou como Taura!  

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