por Dorotéo Fagundes

Buenas meu pago, como reverenciado nas páginas das datas comemorativas profissionais e sociais no Livro Agenda Gaúcha, lembramos que nos dias: 1º é Nacional do SESI; 02 do Bombeiro Brasileiro; 04 Internacional do Cooperativismo e 07 do Voluntário Social. Assim agradecendo à Deus o privilégio de escrever e de ser lido, o invoco pela força que vem do interior, para dizer sobre MONTEIRO LOBATO e O DIA NACIONAL DO LIVRO INFANTIL!

O maior escritor brasileiro de histórias infantis, e o primeiro da América Latina, nasceu no dia 18 de abril de 1882 em Taubaté, SP, de família campeira, batizado como José Renato Monteiro Lobato, que mudou-se para estudar em São Paulo aos 13 anos, quando já exibia um espírito revolucionário. Seu pai que faleceu em 1898, e usava uma bengala com suas iniciais JBML no topo do cabo, o filho querendo usar a dita bengala, em homenagem ao pai trocou o nome Renato para Bento e passou ser José Bento Monteiro Lobato, tendo assim as iniciais igualzito ao pai, na sua bengala.    

Em 1904 retorna a sua cidade natal, formado em direito, um ano depois casa-se com Maria Pureza Natividade e em 1907, é nomeado promotor público de Areias, cerca de 260 km de Taubaté, aonde vive até a morte de seu avô em 1911, de quem herdou uma fazenda e volta para Taubaté. Vivendo como fazendeiro até 1917, vende a fazenda e se muda para Caçapava, já sendo conhecido cronista, pintor e escritor, do livro Cidades Mortas e vira, editor de revistas e livros, fundando a Gráfica Monteiro Lobato, que funcionou até 1924. Em 1927, Washington Luis, o nomeia adido comercial do Brasil em Nova Iorque, em 1946 vai viver na Argentina, onde funda outra editora, retornando um ano depois ao Brasil, para São Paulo, quando falece em 5 de julho de 1948. 

O fato é que dos tantos livros que escreveu e publicou, qualificou-se como um autor regionalista, pré-modernista, do gênero de fábulas, retratando com muita verdade a exploração social do povo brasileiro, criticando governos e governantes, sofrendo represálias, mas sem nunca mudar seu olhar nacionalista, denunciando a mania brasileira de viver copiando o estrangeiro, o modelo subserviente ao capitalismo internacional, polêmico, conservador, aspirava a moralização das elites, a evolução social, cultural e econômica do povo brasileiro.   

Das suas obras destacamos: Urupês, 1918 / O Saci e Narizinho Arrebitado, 1921 / Fábulas e O Marquês de Rabicó, 1922 / As Aventuras de Hans Staden, 1927 / Peter Pan,1930 / Reinações de Narizinho, 1931 / Caçadas de Pedrinho, 1933 / Emília no País da Gramática, 1934 / Geografia de Dona Benta, 1935 / Dom Quixote das Crianças, 1936 / Histórias de Tia Nastácia e O Poço do Visconde, 1937 / O Pica-pau Amarelo, 1939. Assim os personagens de Lobato ficaram conhecidos por várias gerações de crianças de diversos países. Chegando à televisão na década de 60 com o seriado “O Sítio do Picapau Amarelo”, história na qual o autor transmite às crianças os valores morais, conhecimentos do país e nossas tradições, através de seus personagens Narizinho, Pedrinho, Emília, Dona Benta, Tia Anastácia, Visconde de Sabugosa e a bruxa Cuca, tendo sido ainda  o criador do popular Jéca Tatu. Por isso o dia do seu nascimento é O Dia Nacional do Livro Infantil.

Para pensar, repriso suas frases:Um país se faz com homens e livros.” “Tudo tem origem nos sonhos. Primeiro sonhamos, depois fazemos.” “Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê.” “Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar.” “A mim me salvaram as crianças. De tanto escrever para elas, simplifiquei-me.”

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