Por Dorotéo Fagundes

Talvez por ironia a pandemia desentocou a velha data de 15 de Novembro, às eleições municipais deste ano, que sinceramente não sei porque cargas d’agua fora modificado o que homenageava a Proclamação da República ocorrida em 1889? São coisas dessa nossa gente política que visivelmente decide tudo a seu favor, e muito pouco a favor da nação, do estado, do município e que um dia vai ter que mudar, quem sabe comecemos agora em não repetir os de sempre!

 

Acho que em virtude da baixa vibração dos entes políticos, não devíamos ter reeleição em nenhum nível, porque está mais do que provado que de nada adiantou, a não ser ao reeleito para manter sua corte por mais quatro anos, gastando atoa os recurso que deviam estar ao benefício do povo.

 

Precisamos de mais tempo sem o privilégio da reeleição, até que a lição seja aprendida, entendida e cumprida, de que o público é de todos, o ser político é posto transitório e não profissão. Todas as profissões deveriam passar pelo ser político, inclusive o funcionário público, mas gentes de mente aberta e bolso pequeno, pois com honrosas exceções, atualmente os que enveredam para a política não se destacaram em nada na vida, querem ser alguém pela política e não para a política. 

 

Como diz o ditado, “eles fazem na vida pública o que diariamente todos fizemos na privada”, eis do por que o único remédio nessa era é a alternância no poder, até que com o tempo se atinja um quórum de políticos independentes, maduros, inteligentes que se unirão pra cortar privilégios, com isso espantarão os impostores do imprescindível papel político!   

 

Mas para que isso aconteça, não podemos parar de exercitar o voto, e se nos perguntarmos quando se passou a votar nessa nação, todos responderão naturalmente, depois do império com a chegada da república. Pois é, eu também pensava isso, mas o voto direto chegou ao Brasil logo depois da descoberta, em 1532 foi realizada a primeira eleição na Capitania de São Vicente, para escolha dos representantes das Câmaras Municipais, depois dessa experiência democrática portuguesa na época colonial, o voto foi sendo restringindo, elitizado, até bem pouco tempo, deixando um rastro triste na história de corrupção eleitoral, dos que querem o poder a qualquer custo.

 

Toda via o voto direto geral e irrestrito como conhecemos, só reapareceu em 1945 na quarta república até 1960, quando em 1964 o voto direto foi interrompido por 20 anos, por causa da ameaça comunista, que está aí em nossas portas com novo visual e discurso, (e pasmem temos aqui amantes das ditaduras de Stalin, Mao e Fidel, pregando democracia, acreditem se quiserem), e sinceramente por uma questão de querência, os partidos que defendem ditaduras, deviam ser proibidos em estados democráticos, simples assim. E por favor não me rotulem disso ou aquilo, sou republicano defensor da liberdade, igualdade e humanidade. 

 

Então nesse 15 de novembro, vamos nos esforçar e buscar o melhor sem paixão, de sangue frio, pois não podemos relaxar, pra que não tenhamos executivo e legislativo vadios, oportunistas, sem respeito, canalhas. Cá pra nós, no fundo sabemos quem são os enganadores, mas são simpáticos, de bom papo, cara de pau, só aparecem na hora da foto, nunca fazem nada e vivem acusando os outros, são contra tudo, mesmo que seja pra o bem de todos.

 

Para pensar: Nem todo cidadão simpático é vigarista, mas todos vigaristas que conheço são simpáticos, então vote nos antipáticos, pode ser que mude!