Por Dorotéo Fagundes

O sinal da cruz se globalizou com o crescimento do cristianismo, que se ocupa do símbolo da cruz do Cristo morto, para pregar a humanidade seus ensinamentos plasmados no novo testamento, somando-se ao velho e cabalmente, aos dez mandamentos, que sinceramente pra mim dispensaria qualquer constituição.

 

Mas a cruz que aos romanos fora um instrumento de tortura, dos mais cruéis, aos cristãos passou ser um símbolo de salvação, um sinal de refúgio, de proteção contra todos os males; em Mateus capítulo 16, versículo 24 está escrito: Quem quiser ser meu discípulo tome sua cruz de cada dia e me siga! Assim a cruz se transforma no símbolo primordial à cristandade, representando um ser humano de braços abertos, mas fundamentalmente a história de Cristo, de final trágico, e de toda sabedoria deixada pelo crucificado, sendo inclusive um dos poucos símbolos universais, comuns a todas as confissões, que incrivelmente já existia como símbolo sagrado muito antes de Jesus, desde o antigo Egito, sendo atualmente o que melhor representa, o estilo de vida que Cristo nos ensinou.

 

A força da cruz é tão extraordinária que ela fora adotada como emblema de uma instituição de serviços humanitários, fundada em 1863 na Suíça, intitulado de CRUZ VERMELHA, com um único objetivo, o de garantir proteção aos flagelados de qualquer desgraça no planeta a começar pelas guerras. Essa instituição foi quem deu origem a primeira convenção de Genebra, obrigando os exércitos a cuidarem dos feridos não importando qual lado ele era e sob o emblema padronizado com uma cruz vermelha num fundo branco, estariam assim protegidos do fogo cruzado à serviço médico militar, atendendo qualquer ferido.

    

No Brasil o ideal da Cruz Vermelha chegou em 1907 pelo Dr. Joaquim de Oliveira Botelho, que testemunhou noutros países sua nobre ação, e, a 5 de dezembro de 1908 com vários colegas, tendo como primeiro presidente, nada mais, nada mesmo que o médico sanitarista Osvaldo Cruz, aprovaram os estatutos da sociedade, ficando essa data como o dia da Cruz Vermelha brasileira.

 

Com base nos princípios de humanidade, imparcialidade, neutralidade, independência, voluntariado, unidade e universalidade, essa sociedade de voluntários autônomos, com seu fabuloso corpo de profissionais, formado por homens e mulheres de valor, é auxiliadora dos poderes públicos, autorizada para agir em todo território nacional sem restrições.

 

Para pensar: Uma cruz mesmo profanizada, jamais perde seu valor sagrado e deve estar a serviço em nome de Deus!