Buenas e me espalho! Bem como consta no Livro Agenda Gaúcha 2023 (que nesta 20ª edição revela a história da erva-mate e do chimarrão), informo que: Dia 7 é da Radiopatrulha, do Corretor, do Jornalista, do Médico Legista e Mundial da Saúde; Dia 8 é da natação, do Correio, do Desbravador, do Profissional de Marketing e Mundial do Combate ao Câncer; Dia 10 é da Engenharia; Dia 12 é da Intendência do Exército Brasileiro e do Obstetra; Dia 13 do Hino Nacional e dos Jovens. Assim, agradecido a Deus por escrever e ser lido, o invoco para dizer sobre A HISTÓRIA DA PÁSCOA!
 
Está na Bíblia em Êxodo, no capítulo 12, versículos 12 ao 27, o que Javé (Deus) disse a Moisés, em relação aos preparativos à libertação do povo Hebreu das garras escravagistas egípcias, para que eles não fossem agredidos naquele início de primavera e pudessem seguir em paz, rumo a terra prometida.  Assim o Senhor proferiu: Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa. Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até a manhã. Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios, porém quando vir o sangue na verga da porta, e em ambas as ombreiras, o Senhor passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir. Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre. E acontecerá que, quando entrardes na terra que o Senhor vos dará, como tem dito, guardareis este culto. E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se e adorou.” Isso deu origem a celebração da Páscoa Judaica que virou tradição o “Pessach”, que significa passagem, neste caso da escravidão para liberdade do povo Hebreu.  
 
Já a Páscoa Cristã, tem sua origem na judaica e também em aspectos pagãos adaptados de povos germânicos cristianizados. Essa celebração relembra a saga de Cristo antes, durante e depois de seu sacrifício, e na ressurreição, que sustenta o mais importante pilar da fé cristã, tendo Cristo como cordeiro de Deus, que se ofereceu em holocausto à salvar os pecados da humanidade, justamente na época do evento judaico o que acabou gerando um paralelo entre as duas comemorações.   
 
Assim a Igreja Católica, em 325 anos d.C, no Concílio de Niceia, acabou instituindo a data da Páscoa sempre na primeira lua cheia da primavera do norte, que é equivalente ao equinócio de outono no sul, por isso trata-se de uma data móvel, de domingo a domingo. Neste ano de 2023 o domingo de Ramos foi no dia 2 em lua crescente, e o domingo de Páscoa será dia 9 de abril em plena lua cheia, tendo tido ainda em lua cheia a Sexta-feira Santa e o Sábado de Aleluia. 
 
Das festas pagãs chegou até nossos dias e no folclore gaúcho, pelos imigrantes europeus o ato da colheita de macela na sexta-feira, com orvalho bento pela morte de Cristo, aos ovos pintados e coelhos de páscoa, como símbolo de fertilidade, de vida, de ressurreição, bem como nos chega a tradição de tirar a aleluia, uma brincadeira que no sábado, uns correm contra os outros, para dar um tapa nas costas, como que surrando o traidor Judas.    
 
Para pensar: A lição da Páscoa revela com clareza, que a vida do espírito é eterna; Deus nos exemplou por seu filho, que foi injustamente julgado, condenado, morto, sepultado, mas que ressuscitou como prova dessa verdade. E tem gente na terra que ainda segue julgando injustamente, matando inocentes, se achando intocável, que nada vai lhe acontecer, tão somente porque acham que a vida começa numa maternidade e termina num cemitério. Tenho pena dessa gente!